Sindicância vai apurar vídeo em que homem à paisana aborda transeuntes
- Rádio Cultura

- há 6 horas
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A comandante do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Gilmara Santana, manifestou-se oficialmente a respeito de um vídeo que repercutiu nas redes sociais nos últimos dias. As imagens mostram um indivíduo vestindo trajes civis (à paisana) desembarcando de uma viatura oficial da corporação e realizando buscas pessoais e abordagens a cidadãos que caminhavam por uma via pública em Guanambi, no sudoeste da Bahia.

Foto: Reprodução.
A oficial prestou esclarecimentos detalhados sobre o episódio. Segundo ela, embora as imagens tenham sido gravadas no dia 14 de fevereiro deste ano, o comando da unidade só teve acesso ao material na última terça-feira (10). Imediatamente, um dos policiais militares que compunha a respectiva guarnição no dia do fato foi ouvido e confirmou que o homem à paisana é, de fato, um policial militar da ativa, lotado na Companhia de Emprego Tático Operacional (CETO).
De acordo com a justificativa apresentada pelo militar ouvido no procedimento preliminar, o celular da namorada do policial que estava de folga havia sido roubado momentos antes. Ao checar o sistema de rastreamento do aparelho, a geolocalização apontou para o perímetro exato onde o vídeo acabou sendo gravado por testemunhas.
Diante da informação, o policial à paisana solicitou o apoio direto dos colegas que estavam em serviço na viatura para tentar recuperar o eletrônico. Contudo, ao chegarem ao local, o militar sem farda acabou desembarcando junto com a equipe e participando ativamente da ação operacional de rua, revistando transeuntes — conduta que motivou a abertura formal da investigação.
A tenente-coronel Gilmara Santana enfatizou de forma contundente que a postura adotada pelo militar foi inadequada, irregular e não possui qualquer tipo de respaldo ou autorização do comando do 17º BPM. A comandante pontuou que, independentemente da condição de policial do indivíduo, os protocolos de segurança proíbem terminantemente a realização de abordagens ostensivas a cidadãos estando sem farda, sem a devida identificação institucional e fora das estritas condições legais previstas para operações veladas.
Para sanar o ocorrido, foi instaurada uma sindicância administrativa que irá apurar minuciosamente o fato, colher os depoimentos de todas as testemunhas e dos demais policiais da guarnição, além de delimitar as responsabilidades e o grau de infração de cada envolvido.
A comandante do batalhão reafirmou o compromisso inabalável do 17º BPM e da Polícia Militar da Bahia com os princípios da legalidade, da transparência e da estrita observância dos direitos humanos em suas abordagens. Ela assegurou à população que o caso será tratado com o devido rigor e que, caso fiquem comprovadas as transgressões disciplinares ao término do processo, os responsáveis sofrerão as punições administrativas e penais cabíveis.





