Bahia registra mais de 12 mil nascimentos de filhos de mães adolescentes em 2025.
- Rádio Cultura

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A Bahia contabilizou 12.681 nascimentos de bebês de mães adolescentes entre janeiro e agosto de 2025, de acordo com dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc). O levantamento, compilado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), revela que, embora tenha ocorrido uma leve redução em comparação ao mesmo período de 2024 (quando houve 13.692 registros), os índices permanecem em um patamar crítico para a saúde pública e o desenvolvimento social.

Foto: Wix.
Em termos nacionais, o Brasil registrou 168.713 nascimentos nessa faixa etária nos primeiros oito meses de 2025. O cenário mantém a Bahia como um dos estados com maior volume absoluto de gravidez na adolescência, fenômeno intensificado pela densidade populacional e pelas disparidades socioeconômicas no Nordeste.
Especialistas e dados do Ministério da Saúde apontam que a gravidez precoce não é um evento isolado, mas um reflexo de desigualdades estruturais:
Fatores de Risco: A incidência é maior em áreas de baixa renda, onde o acesso à educação sexual, métodos contraceptivos e informações sobre planejamento reprodutivo é limitado.
Evasão Escolar: A maioria das jovens interrompe os estudos durante ou após a gestação, o que compromete severamente as chances de inserção qualificada no mercado de trabalho.
Ciclo de Pobreza: A interrupção da formação educacional aliada à dependência financeira contribui para a perpetuação de ciclos de pobreza entre gerações.











