Mota-Engil negocia "superpacote" de infraestrutura: FIOL, Porto Sul e Mina de Caetité.
- Rádio Cultura

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O cenário logístico e econômico do Sertão Produtivo e do Sudoeste Baiano pode passar por uma reviravolta estratégica. O grupo português Mota-Engil está em negociações diretas com o Governo Federal para assumir o controle de três ativos integrados que hoje são o gargalo do desenvolvimento regional: o Trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), o Porto Sul e a mina de ferro em Caetité.

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste.
A proposta, discutida em janeiro no Palácio do Planalto com a presença do presidente Lula, já avançou para a fase de análise técnica e financeira no Ministério dos Transportes.
A negociação visa destravar investimentos que atualmente pertencem à Bamin (Bahia Mineração), controlada pelo grupo cazaque ERG, e que enfrentam dificuldades de cronograma:
FIOL 1 (Caetité – Ilhéus): O trecho possui 537 km de extensão. Apesar de estar com 75% das obras concluídas, o ritmo atual é considerado insuficiente para a demanda de exportação.
Porto Sul (Ilhéus): O terminal portuário é essencial para o escoamento do minério, conectando a ferrovia ao mercado internacional.
Mina de Pedra de Ferro (Caetité): O coração do projeto, de onde sairá a carga que justifica a existência da ferrovia e do porto.
Um detalhe crucial nesta negociação é o suporte financeiro e técnico da China Communications Construction Company (CCCC). A gigante chinesa é acionista da Mota-Engil e possui vasta experiência em infraestrutura pesada, o que traz robustez à oferta para concluir as obras paralisadas.
Embora a proposta seja vista com otimismo pelo governo, o processo é complexo e envolve:
Avaliação de Ativos: Definir o valor dos investimentos já realizados pela Bamin.
Prazos de Concessão: Possíveis ajustes nos contratos para viabilizar o retorno financeiro do novo grupo.
Cláusulas de Sigilo: Os detalhes financeiros exatos ainda não são públicos devido à sensibilidade do negócio.





